Novo momento do setor de moda íntima

Profissionalização do mercado leva à formação de grandes empresas. Empreendimentos menores enfrentam o desafio de aperfeiçoar a segmentação, apostando num nicho.

Mesmo escondidas por debaixo da roupa, as lingeries esbanjam cores, formatos variados, design e referências às tendências da moda. No guarda-roupa das consumidoras, as peças costumam ter seu espaço cativo, bem organizado e com opções para os diversos momentos da mulher: há modelos para o dia a dia, para a noite, para encontros românticos e para complementarem as blusas transparentes ou cavadas.

Asa delta, fio dental, espartilho, meia taça, com ou sem bojo, três quartos, sete oitavos, com ou sem renda, discretas, ousadas, fitas, babados e decotes, pequenas, médias, grandes, extras grandes, em todas as cores e até comestíveis. A variedade de estilos e apelos abre oportunidades para um mercado cheio de nichos e que movimenta, no mundo, mais de US$ 30 bilhões por ano.

No Brasil, os números também são vultuosos. As empresas que atuam no país movimentaram R$ 3,6 bilhões em 2012, segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). A cadeia conta com mais de 3,5 mil confecções espalhadas de Norte a Sul. Elas produzem cerca de 1,5 bilhão de peças anualmente. Essa força de produção, estimulada por um mercado de consumo aquecido, levou o Brasil à posição de quinto maior produtor mundial.

O país responde por duas milhões de toneladas de peças confeccionadas anualmente, o que representa 2% do total produzido no mundo. O mercado de moda íntima é dominado pela China e por Hong Kong, que juntos detêm 50% das vendas mundiais, parcela garantida pela prática de preços baixos.

Por Mundo do Marketing

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