Justiça do Trabalho determina leilão de 26 mil peças de moda íntima no Rio

Mais de 26 mil peças de moda íntima da empresa Duloren serão leiloadas no Rio por determinação da Justiça do Trabalho.

O valor a ser arrecadado, estimado em R$ 726.373,80, será utilizado para pagar dívidas trabalhistas, como adiantou nesta terça-feira a coluna Ancelmo Gois, no jornal "O Globo".

Ao todo, serão leiloados 16.685 sutiãs, 7.885 calcinhas e 1.700 calças cintas. O arremate deverá feito por lotes que variam de 785 a 2.000 peças. O leilão será realizado em duas datas, 23 de janeiro e 20 de fevereiro, no Centro do Rio, pelo leiloeiro Nacif.

A medida é resultado de um processo que se iniciou há três anos e meio, na 10ª Vara do Trabalho de Vitória, no Espírito Santo. Como a sede da empresa fica no Rio, o juiz enviou uma solicitação, por meio de carta precatória, para o Tribunal Regional do Trabalho do Rio para viabilizar o leilão.

Os autores do processo são dois ex-representantes comerciais da empresa que trabalharam durante cinco anos sem ter qualquer vínculo empregatício.

— Decorre de uma prática irregular conhecida como pejotização. A empresa optou por contratar os vendedores como Pessoa Jurídica, sem assinar a carteira de trabalho, para evitar o vínculo empregatício. Durante cinco anos, eles trabalhavam subordinados diretamente a um supervisor da empresa e ao final de cada mês tinham que emitir uma nota fiscal para receber o salário. O juiz entendeu que tinha as características de um empregado — explica o advogado Domingos Salis de Araújo, representante dos autores da ação.

Procurada, a Duloren informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não comentaria o caso por estar na Justiça.

Fonte: EXTRA - Pedro Zuazo

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